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/ "INVASÃO"

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16.03.2020 | 16h02
Conselheiro: Taques perseguiu Dante por interesses políticos
Antonio Joaquim relembrou episódio de 2004 e voltou a criticar ex-governador de MT
Victor Ostetti
O conselheiro afastado do TCE, Antônio Joaquim
CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Antonio Joaquim voltou a criticar seu desafeto, Pedro Taques (sem partido), e o acusou de ter sido algoz do também ex-governador de Mato Grosso Dante de Oliveira, que morreu em 2006.

Joaquim citou um episódio ocorrido na eleição de 2004, quando Taques era procurador da República. Naquela ocasião, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão – a pedido do Ministério Público Federal – no escritório de Dante. À época, ele não tinha mandato.

Aquilo foi uma violência. É a natureza antidemocrática dele. Taques tem nojo de democracia

O objetivo era obter provas de possíveis ligações de tucanos com negócios do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, aquela época já condenado por envolvimento no crime organizado.

“Aquilo que ele [Taques] fez, foi uma coisa inadmissível. Invadiu um escritório. Primeiro, era um escritório também dividido com uma parlamentar, uma congressista, que era Thelma de Oliveira. Aquilo foi uma violência. É da natureza antidemocrática dele. Taques tem nojo de democracia”, disse.

“Ele sempre foi assim. Age com arrogância, com autoridade de controle. E assim ele invadiu o escritório do Dante. É da natureza dele. Ele nunca me enganou. Ele tem natureza mal, não tem amigos. Ele faz as coisas de forma deliberada. É um grande impostor”, acrescentou.

Segundo ele, caso a lei de abuso de autoridade, que passou a vigorar neste ano, já existisse naquela época, o então procurador seria “enquadrado por abuso de autoridade”.

Alair Ribeiro/MidiaNews

Pedro Taques surpreso

O ex-governador Pedro Taques: criticado por Antonio Joaquim

Joaquim ainda ironizou os episódios em que Taques – já exercendo atividade política – se encontrou com a mãe de Dante, Maria Benedita Martins de Oliveira. Disse que, nessas oportunidades, Taques age com “cinismo”.

“Ele acha que as pessoas esquecem, quando ele vai lá abraçar dona Maria. Com todo cinismo que lhe é característico. Mesmo depois de ter feito a violência que fez com Dante, violência que fez com Dante e com a Thelma”.

Interesse eleitoral

Taques só viria a disputar sua primeira eleição seis anos depois do episódio no escritório de Dante – quando venceu a corrida ao Senado, em 2010.

Ainda assim, Joaquim disse que o então procurador sempre desenvolveu suas funções com interesses eleitorais.

“As ações dele eram 100% focadas em processos políticos eleitorais. Estava lá, de forma deliberada, fazendo pré-campanha. Porque atacar o grande Dante de Oliveira? Queria fazer contra-ponto. Não tenho dúvida disso”, afirmou.

“Quem viveu a época sabe. Às vezes, as pessoas se permitem a não falar, para não se envolver, não sofrer represália e aí ficam quietas. Mas todos sabem isso. Esse cara nunca me enganou”, concluiu.

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