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06.02.2020 | 09h46
Professora é condenada por maus-tratos a aluno deficiente
Ela e assistente inibiram convívio de aluno deficiente com demais colegas e incentivaram bullying
Reprodução
A fachada do Fórum de Rondonópolis
DA REDAÇÃO

Uma professora contratada e uma assistente de desenvolvimento educacional que exercia cargo efetivo em Unidade de Educação Infantil, no município de Rondonópolis, foram condenadas por ato de improbidade administrativa por terem praticado maus tratos e discriminação contra uma criança com deficiência.

A decisão foi proferida em ação civil pública proposta pela 4ª Promotoria de Justiça Cível do Município.

De acordo com a sentença, além da perda da função pública, a assistente de desenvolvimento educacional teve os direitos políticos suspensos por três anos, está proibida de contratar com o poder público, de receber benefícios ou incentivos fiscais e ainda terá que efetuar o pagamento de multa civil.

A professora, cujo contrato foi rescindido após a ocorrência dos fatos, no ano de 2018, também foi condenada às mesmas sanções aplicadas à colega de trabalho.

Consta na ação do Ministério Público que as rés inibiram o convívio escolar do aluno deficiente com os demais colegas em sala de aula e estimularam as demais crianças a agirem de forma discriminatória.

Foi comprovado também que eles agiram de forma rude e grosseira, chegando a repreender as estagiárias que queriam acolher com carinho as crianças quando choravam.

“A conduta da professora e da auxiliar ao rirem e estimularem a imitação dos movimentos (virar os olhos e pôr a língua pra fora) implicam em incitação de bullyng (ensinado às crianças de tenra idade) e discriminação”, afirmou o MPMT em um trecho da ação.

Além do prejuízo ao desenvolvimento e o sofrimento causado à vítima, a promotora de Justiça afirma que as demais crianças também foram atingidas ao serem estimuladas a rir da vulnerabilidade, seguindo o exemplo da falta de empatia ofertada pela professora e a assistente de desenvolvimento.


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