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/ OPERAÇÃO MANTUS

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15.01.2020 | 10h35
Juíza mantém tornozeleira em réu por jogo do bicho
Frederico Muller está solto desde agosto do ano passado; ele é acusado de liderar esquema
MidiaNews
O empresário Frederico Müller Coutinho, que está sob monitoramento eletrônico
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve o monitoramento do empresário Frederico Müller Coutinho por meio de tornozeleira eletrônica.

Frederico é réu na Justiça pela acusação de liderar um grupo envolvido com lavagem de dinheiro e jogo do bicho em Mato Grosso. Ele estava preso desde o dia 29 de maio do ano passado e foi solto em agosto do mesmo ano. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (13).

A defesa do empresário ingressou com pedido na Justiça para a retirada da medida cautelar – tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar aos fins de semana - alegando a necessidade dele buscar emprego e participar de cultos religiosos.

Ainda foi apontado que Frederico ostenta bons antecedentes e possui residência fixa na Capital.

A magistrada, no entanto, afirmou que os argumentos não bastam, visto que não houve mudanças no quadro de Frederico, desde sua soltura, em agosto de 2019.

“Ademais, tem-se que a Justiça não deve se adequar às condições pessoais dos acusados, mas deve-se dar o contrário, fosse como alegaram as Defesas, as decisões do Poder Judiciário estariam à mercê de compromissos pessoais dos acusados, havendo consequente relativização do caráter das medidas cautelares, que se fariam inúteis e ineficientes”, disse a magistrada em decisão.

"Importa salientar que as medidas cautelares impostas aos réus são muito mais brandas do que o recolhimento em unidade penitenciária para cumprimento de prisão preventiva, anteriormente decretada, pois permite o requerente repousar em sua residência, bem como, permite o horário comercial para atividades laborais".

A determinação ainda foi estendida a ré Indinéia Moraes Silva, que nos autos, também pediu a revogação da medida cautelar. Indinéia, segundo as investigações da Mantus, atuaria como gerente financeira na empresa de Muller.

“Desta forma, em consonância com o parecer ministerial (fls. 4.581/4.582), indefiro os pedidos das Defesas e mantenho as medidas cautelares impostas aos requerentes Indinéia Moraes Silva e Frederico Muller Coutinho”, determinou.

Frederico Muller é acusado de chefiar o grupo denominado FMC Elo, supostamente rival da emrpesa Colibri, que teria à frente João Arcanjo Ribeiro e o seu genro, Giovanni Rodrigues Zem, que também foram presos na Operação Mantus. 

Os dois grupos disputavam "acirradamente" o espaço do jogo do bicho no Estado, conforme a Polícia Civil. No total, 33 pessoas foram presas.

Operação Mantus

A operação foi deflagrada pela GCCO no dia 29 de maio. Na ocasião, além de Frederico, Arcanjo e Giovanni Zem, foram presas outras 33 pessoas. 

Os dois grupos, segundo as investigações, disputavam "acirradamente" o espaço do jogo do bicho no Estado. 

Em julho, o juiz Jorge Luiz Tadeus Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, acatou as denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) referente aos dois grupos.

Na primeira denúncia, referente à organização “Colibri”, além de Arcanjo e Giovanni, também foram denunciados Noroel Braz da Costa Filho, Mariano Oliveira da Silva, Adelmar Ferreira Lopes, Sebastião Francisco da Silva, Marcelo Gomes Honorato, Agnaldo Gomes de Azevedo, Paulo César Martins, Breno César Martins, Bruno César Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas, vulgo “Freitas”, e Valcenir Nunes Inerio, vulgo “Bateco”.

Todos vão responder pelos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.

Já na segunda denúncia, referente à organização  Ello/FMC, além de Frederico Müller Coutinho foram denunciados,Dennis Rodrigues Vasconcelos, Indinéia Moraes Silva, Kátia Mara Ferreira Dorileo, Madeleinne Geremias de Barros, Glaison Roberto Almeida da Cruz, Werechi Maganha dos Santos, Edson Nobuo Yabumoto, Laender dos Santos Andrade, Patrícia Moreira Santana, Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia, Rosalvo Ramos de Oliveira, Eduardo Coutinho Gomes, Marcelo Conceição Pereira, Haroldo Clementino Souza, João Henrique Sales de Souza, Ronaldo Guilherme Lisboa dos Santos e Adrielli Marques.

Pesam contra integrantes da Ello/FMC a prática dos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

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