Artigos
  • VICTOR MAIZMAN
    MT está entre os estados que cobram os valores mínimos mais elevados do país
  • GONÇALO ANTUNES DE BARROS
    A liberdade, pura e genuína, é impossível, pois sofre limitações por parte do Estado
/ NA CAMPANHA DE 2018

Tamanho do texto A- A+
02.12.2019 | 11h21
TRE livra Bezerra de cassação por promoção pessoal no Incra
Deputado era acusado de comprar voto em evento em Nova Xavantina, em 2018
Alair Ribeiro
O deputado federal Carlos Bezerra (MDB)
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu, na manhã desta segunda-feira (2), pela absolvição do deputado federal Carlos Bezerra (MDB) na ação que ele respondia por prática vedada pela Lei Eleitoral na campanha eleitoral de 2018.

Segundo o MPE, Bezerra teria sido beneficiado eleitoramente por um evento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Os magistrados, no entanto, condenaram o prefeito de Nova Xavantina, João Batista Vaz da Silva (PSD), ao pagamento de multa de R$ 50 mil. O político pode recorrer a decisão.

Votaram com o relator do caso, juiz Bruno D’Oliveira, os desembargadores Gilberto Giraldelli, Sebastião Barbosa, e os juízes eleitorais Sebastião Monteiro, Luís Aparecido Bertolissi, Fabio Henrique Fiorenza e Armando Biancardini Cândia.

Conforme os autos do processo, o nome de Bezerra teria sido usado de forma “promocional” em solenidade de entrega de títulos a 122 famílias do programa de reforma agrária promovido pelo Incra.

O evento ocorreu no município de Nova Xavantina (a 650 km de Cuiabá) no dia 2 de setembro de 2018. 

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o prefeito João Batista teria promovido a candidatura de Bezerra em diversos momentos da solenidade. Em um deles, quando disse no palanque: “Vamos ajudar quem nos ajuda”, supostamente referindo-se e pedindo votos para Bezerra.

Segundo o relator do caso, o juiz Bruno D’Oliveira, as provas contidas no processo demonstram que o deputado Carlos Bezerra não estava presente no evento e, por isso, não há como ligá-lo ao fato.

“Realmente, não há nos autos que posa vincular o agente público denunciado [Carlos Bezerra] ao ato praticado pelo representado prefeito João Batista Vaz, e como nós sabemos não existe responsabilidade objetiva”, disse em seu voto.

No entanto, D’Oliveira estabeleceu que ao usar o palanque para anunciar as benfeitorias que os terrenos poderiam trazer àquelas famílias, o prefeito sabia do ato ilegal que estava cometendo. Devido a isso, estabeleceu multa de R$ 30 mil. 

O magistrado foi voto vencido, pois o desembargador Gilberto Giraldelli, presidente do TRE, pediu aumento da multa. Ele foi seguido pelos demais membros.


Voltar   

Nenhum Comentário(s).
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar esta notícia
Comente está matéria

Confira também nesta seção:



Copyright © 2019 Midia Jur - Todos os direitos reservados
Trinix Internet