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/ CONSELHEIROS AFASTADOS

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06.11.2019 | 17h07
Maluf vai ao STJ pedir celeridade em investigação contra colegas
Novo presidente da Corte de Contas diz que demora do STJ interfere em ações do Tribunal
Thiago Bergamasco/TCE-MT
O conselheiro do TCE, Guilherme Maluf
DOUGLAS TRIELLI E CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Guilherme Maluf, afirmou que após tomar posse vai a Brasília visitar o ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Araújo é o responsável pela ação que investiga os cinco conselheiros do TCE que foram afastados do cargo por suspeita de corrupção em 2017, após a deflagração da Operação Malebolge. São eles: Sérgio Ricardo, José Carlos Novelli, Valter Albano, Antônio Joaquim e Waldir Teis.

Os conselheiros são acusados pelo ex-governador Silval Barbosa de terem recebido propina de R$ 53 milhões para, em troca, dar pareceres favoráveis às contas do político e não colocar entraves no andamento das obras da Copa do Mundo de 2014.

De acordo com Maluf, cujo mandato começa apenas em 2020, a indefinição atrapalha qualquer planejamento na Corte de Contas.

“Institucionalmente, após minha posse, após ter implantado meu grupo de trabalho, deverei fazer uma visita ao STJ, onde pedirei informações ao ministro sob qual sua programação para deliberação dessas ações”, disse.

Eles estão respondendo juridicamente por uma suspeita. Não temos o que fazer aqui na Corte a não ser aguardar os trâmites judiciais

“Lógico, isso interfere em muitas ações neste Tribunal. Como presidente, acho que tenho essa obrigação. Fazer esse questionamento não é defender ninguém, mas defender a celeridade do processo para que a gente tenha um planejamento, porque interfere, sim, nas nossas ações”, acrescentou.

O conselheiro disse que está à disposição da Justiça para prestar qualquer esclarecimento necessário sobre o caso.

Ao ser questionado se os afastamentos mancham a imagem do TCE, Maluf disse apenas que os conselheiros ainda estão respondendo o caso na Justiça.

“Eles estão respondendo juridicamente por uma suspeita. Não temos o que fazer aqui na Corte a não ser aguardar os trâmites judiciais e colaborar com a Justiça em tudo o que for solicitado”, afirmou.

“Da mesma forma como agi na Assembleia, vou agir aqui. Estamos à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento, mas não vamos aguardar o retorno. Vamos tomar as medidas que entendemos importantes para o crescimento deste Tribunal”, completou.

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