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05.11.2019 | 09h47
Guilherme Maluf é eleito o novo presidente do Tribunal de Contas
Ele foi candidato único ao cargo, em eleição ocorrida na manhã desta terça-feira
Thiago Bergamasco/TCE-MT
Plenário do Tribunal de Contas de MT
DOUGLAS TRIELLI E CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O conselheiro Guilherme Maluf foi eleito novo presidente do Tribunal de Contas do Estado para o biênio 2020/2021.

Ele foi o único candidato ao cargo na eleição que aconteceu agora há pouco. Todos os sete membros votaram no processo.

“Confirmo a eleição do conselheiro Guilherme Antonio Maluf para presidência desta Corte. Eleito por unanimidade”, atestou o atual presidente do TCE, Gonçalo Domingos Campos Neto.

Maluf era o único apto a concorrer ao cargo, já que o Regimento Interno da Casa veta a reeleição e estabelece que somente conselheiros efetivos podem assumir a Presidência. Atualmente, apenas Maluf e Domingos são titulares. Os outros cinco - Valter Albano, Valdir Teis, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo e Antonio Joaquim - estão afastados por ordem judicial pela suspeita de recebimento de propina.

Já Campos Neto foi eleito, por unanimidade, como vice-presidente do TCE.

Não vou deixar de forma alguma de reconhecer meu passado. Até porque este passado é que compõe meu caráter público

O cargo de corregedor-geral, ficou com o conselheiro substituto Moises Maciel, único que se candidatou ao cargo.

“Gostaria de agradecer aos senhores que novamente confiaram em meu nome para o cargo de vice. O apoio de vocês é muito importante para o bom andamento do TCE. Parabenizo o conselheiro Guilherme pela eleição ao cargo de presidente. Quero que tenha segurança que poderá contar comigo”, disse Campos Neto.

Maluf chega ao comando do TCE oito meses depois de tomar posse como conselheiro em um processo conturbado e contestado pelo Ministério Público Estadual.

Em fevereiro, o juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular da Capital, Bruno D’Oliveira Marques, a pedido do MPE, chegou a determinar a suspensão da nomeação e da posse por entender que a escolha do então deputado ocorreu de forma acelerada e que Maluf não possuía reputação ilibada para ocupar o cargo.

Poucos dias depois, o presidente do Tribunal de Justiça, Carlos Alberto Alves da Rocha, cassou a liminar e autorizou a posse.

A última decisão favorável a Maluf veio do Supremo Tribunal Federal, em outubro, quando foi negado um recurso interposto pelo advogado Waldir Caldas, que também contestava a posse do atual conselheiro.

Trajetória politica

Em um discurso de pouco menos de cinco minutos, Maluf afirmou ter tido uma trajetória política e que sente orgulho de ter sido indicado pela Assembleia Legislativa. A indicação ocorreu em fevereiro deste ano.

Disse que enfrentará um dos maiores desafios de sua carreira.

“Estou vindo para uma missão, talvez, a mais importante da minha vida. Já tive outras missões, como quando presidi a Assembleia em um momento em que havia um governador preso [Silval Barbosa], presidente da Assembleia preso [José Riva], mas fizemos um bom trabalho”, disse.

“Não vou deixar de forma alguma de reconhecer meu passado. Até porque este passado é que compõe meu caráter público ao longo destes anos. Quero dizer que vou procurar ao longo desses dois anos me dedicar a este Tribunal. E fazer valer cada um desses votos que recebi hoje”, acrescentou.


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