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/ ELEIÇÕES DE 2010

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08.10.2019 | 15h01
Riva diz que Silval deu R$ 7 milhões para financiar campanhas
Declaração consta em proposta de delação premiada que teria sido encaminhada ao MPE
Alair Ribeir
O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

Em um suposto aditamento de uma colaboração premiada, o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva revelou que o ex-governador Silval Barbosa chegou a financiar a reeleição de candidatos a deputados estaduais e federais, na eleição de 2010.

Conforme consta em documento, a ajuda foi de R$ 10 milhões. No entanto, foram pagos cerca de R$ 7 milhões aos políticos que tentavam a reeleição.

A informação consta em documento que teria sido encaminhado à procuradora de Justiça Ana Cristina Bardusco, chefe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), no dia 27 de março deste ano. O documento, sigiloso, vazou nesta semana.

No documento, Riva contou que junto a outro parlamentar negociou o pagamento de R$ 10 milhões para financiar a campanha dos deputados candidatos a reeleição para os anos de 2011 a 2014.

“[...] Negociou com Silval Barbosa uma ajuda de R$ 10 milhões para o [nome não revelado] que seria distribuída entre os candidatos a Deputados Estaduais e Federais daquele pleito. Porém, afirma que do valor combinado, Silval Barbosa pagou cerca de R$ 7 milhões”, consta em trecho de documento.

Riva conta que desde 1998, quando ocupou pela primeira vez a cadeira de presidente do Legislativo, participou ativamente das campanhas à reeleição dos parlamentares até 2014. 

Sem citar valores, Riva afirma que detinha “pleno conhecimento” das propinas envolvidas para a reeleição dos parlamentares. Segundo ele, na eleição de 2010, todos os candidatos receberam alguma quantia.

“Nesse viés, esclarece que nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014, todos os candidatos à reeleição ao cargo de Deputado Estadual do Mato Grosso receberam algum tipo de propina, notadamente [...] pagos com recursos desviados da ALMT”.

Pressão de deputados

Ele ainda conta que parlamentares o pressionavam para destinar recursos do Legislativo para serem usados para financiar a eleição de candidatos a prefeituras e câmaras municipais de cidades do interior do Estado.

“A ALMT não arcava com as despesas de campanha eleitorais somente de Deputados Estaduais, mas também de Prefeitos e Vereadores Municipais, uma vez que havia forte pressão dos membros da Casa de Leis Estadual para o fornecimento de recursos e [...] para as eleições municipais”, diz trecho do documento.


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