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08.10.2019 | 15h27
Riva diz que construtoras de ex-prefeito deram propina por obras
Conforme o ex-parlamentar, montante foi usado, dentre outras coisas, para pagar “mensalinho” a deputados
Arquivo MidiaJur
Fachada Assembleia Legislativa de MT
CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

No documento que seria um aditamento de um pedido de colaboração premiada, o ex-deputado estadual José Riva revelou que duas construtoras do ex-prefeito de Cuiabá, Anildo Lima Barros, pagaram propina a servidores por obras na Assembleia Legislativa.

Conforme Riva, licitações vencidas pelas empresas Eldorado Construções e Obras de Terraplanagem Ltda e Tirante Construtora e Consultoria Ltda foram feitas sem ilegalidades. No entanto, houve o pagamento de propina durante a execução do contrato .

O documento, que vazou nesta semana, teria sido encaminhado à procuradora de Justiça Ana Cristina Bardusco, chefe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), no dia 27 de março deste ano.

A propina paga pelas empresas Eldorado e Tirante, foi utilizada para financiar a propina dos deputados estaduais, eleições de mesa diretora, bem como das campanhas eleitorais dos membros da Casa

A empresa Eldorado Construções foi responsável pela construção da sede do Legislativo no Centro Político Administrativo; e a Tirante Construtora foi responsável pela construção do estacionamento da AL, a reforma e ampliação dos gabinetes dos deputados, parte da alvenaria do Teatro Zulmira Canavarros, o depósito da Secretaria de Patrimônio, a Casa de TV e de gerador, bem como o reservatório de águas pluviais.

Riva conta que o pagamento da propina era feito diretamente e ele por Anildo Lima. No documento, foram omitidos valores e porcentagens pagas pelas construtoras. No entanto, cita que o montante foi usado para pagar “mensalinho” dos parlamentares e propina para eleição da Mesa Diretora.  

“A propina paga pelas empresas Eldorado e Tirante foi utilizada para financiar a propina dos deputados estaduais, eleições de Mesa Diretora, bem como das campanhas eleitorais dos membros da Casa".

Segundo o documento, Anildo Lima emitiu cheques de propina antes mesmo do Legislativo autorizar os pagamentos da obra. 

"Neste caso, os membros da mesa diretora trocavam esses cheques junto a agiotas e empresas de factoring”, consta em suposto documento.

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