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/ OPERAÇÃO COVERAGE

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13.09.2019 | 17h57
Juiz revoga prisão e determina que tenente-coronel seja solto
Marcos Paccola havia sido preso no domingo em Cuiabá; ele e outros oficiais foram alvos de ação
Alair Ribeiro/MidiaJur
O tenente-coronel da Polícia Militar, Marcos Paccola
JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

O juiz João Bosco Soares, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, revogou nesta sexta-feira (13) a prisão do tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola, que estava preso desde domingo (08).

A informação foi confirmada pelo advogado do PM, Ricardo Monteiro, que contou ainda não ter tido acesso à decisão para saber se há medidas cautelares.

A prisão de Paccola havia sido determinada após o Sistema de Registro de Gerenciamento de Armas de Fogo da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar (PM) mostrar que ele teria voltado a acessá-lo, horas após a deflagração da Operação Coverage, no dia 21 de agosto.

A acusação foi divulgada na segunda-feira (9) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) e Promotoria Militar, do Ministério Público Estadual.

Monteiro disse que apresentou provas "contundentes" de que o militar não acessou o sistema de armas fogo como o Gaeco havia informado.

“O MPE acusou que no dia 21 agosto às 18h30 ele teria entrado no sistema da PM, mas naquele dia ele estava em Sinop dando curso para mais de 50 servidores o dia todo. E às 18h30 ele estava no Fórum de Várzea Grande dando palestras também para mais de 50 pessoas ”, disse.

A operação

Paccola e outros militares foram alvos da Operação Coverage. No dia 21 de agosto, foram presos o tenente-coronel Sada Ribeiro Parreira, o sargento Berison Costa e Silva e os tenentes Cleber de Souza Ferreira e Thiago Satiro Albino.

O MPE acusou que no dia 21 agosto às 18h30 ele teria entrado no sistema da PM, mas naquele dia ele estava em Sinop dando curso para mais de 50 servidores

O Gaeco acusa o grupo de ter agido para ocultar provas de que a arma do tenente Cleber de Souza Ferreira foi utilizada em três homicídios e quatro tentativas de homicídio praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários. 

Paccola não chegou a ser preso no dia da operação, porque tinha a seu favor um habeas corpus preventivo concedido pelo Tribunal de Justiça. Ele só seria preso no dia 8 em razão do surgimento de um "fato novo" na investigação, que seria o acesso ao sistema horas após a deflagração da operação.

“Tudo isso faz parte de uma estratégia do coordenador do GCCO da Polícia Judiciária Civil [delegado Flavio Stringueta] que está usando o Ministério Público para denegrir a imagem da PM de Mato Grosso e dos policiais militares. Tudo isso faz parte de uma ‘guerra irregular’ instalada entre as corporações que se acirrou após ocorrência do carro forte do Atacadão”, afirmou o tenente-coronel em nota divulgada no dia da operação.

O tenente-coronel negou qualquer vínculo com os integrantes do grupo de extermínio denominado Mercenários.

A denúncia

No final de agosto, o grupo de militares foi denunciado pelo Ministério Público Federal. Consta na denúncia que os oficiais utilizaram-se de seus cargos e funções de relevância para fomentar esquema voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.

Segundo a denúncia, uma das armas de fogo que teve o registro adulterado, adquirida por um dos denunciados, teve como objetivo ocultar a autoria de sete crimes de homicídios, sendo quatro tentados e três consumados, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016, praticados pelo grupo de policiais conhecido como “Mercenários”.

O promotores também apresentam a correlação das ações dos denunciados com as investigações da Operação Assepsia, a partir da análise dos dados extraídos do aparelho celular do tenente Cleber de Souza Ferreira, apreendido durante o cumprimento de buscas e apreensões realizadas no âmbito da referida operação.

Segundo o MPE, em uma das conversas por whatsApp do tenente Cleber com a sua namorada, ele manifesta preocupação em resolver duas ocorrências relacionadas à apreensão de uma arma e de 86 celulares apreendidos e escondidos em um freezer localizado no interior da Penitenciária Central do Estado.

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