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/ GANHA R$ 17 MIL

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12.09.2019 | 15h58
MPE investiga servidora da ALMT que teria só a 5ª série
Segundo portaria, a mulher ocuparia o cargo de técnico-legislativo, destinado a quem tem Ensino Médio
Alair Ribeiro/MidiaJur
O promotor de Justiça, Roberto Turin
THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu um inquérito civil contra uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso que não teria nem a 5ª série do Ensino Fundamental e estaria lotada no cargo de técnico-legislativo, destinado a quem possui o Ensino Médio.

Conforme o inquérito, a servidora ganha uma remuneração de aproximadamente R$ 17 mil.

O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Roberto Turin, do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, através da portaria nº 043/2019, assinada na última terça-feira (3).

O inquérito, conforme o promotor, tem como base uma denúncia anônima.

"Considerando a notícia de fato SIMP nº 002219-005/2019 instaurada a partir de representação anônima, noticiando que na Assembleia Legislativa tem uma servidora por nome [...] que não tem nem a quinta séria do ensino fundamental, sendo que na ficha funcional da citada servidora informa que ela concluiu o ensino médio e exerce o cargo de técnico-legislativo do ensino médio, sendo assim recebe algo em torno de R$ 17 mil”, diz trecho do procedimento.

"Considerando a necessidade de instruir os autos com maiores informações para o fim último de subsidiar medidas judiciais ou extrajudiciais porventura cabíveis, resolve: instaurar inquérito civil para apurar suposta irregularidade envolvendo a servidora, a qual consta como ocupante de cargo efetivo sem ter feito concurso público para tanto", diz outro trecho do procedimento.

Turin oficiou o presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM), para que encaminhe cópia da ficha funcional e financeira da servidora.

O promotor citou que já foram expedidos dois ofícios para o secretário de gestão de pessoas da Assembleia e não obteve nenhuma resposta até agora.

O promotor quer as seguintes informações:  o cargo ocupado pela servidora, a sua  formação escolar, o ato que a nomeou, bem como o termo de sua posse.


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