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09.05.2019 | 16h11
STJ manda soltar prefeito de MT acusado de receber propina
Ele estava preso desde o dia 27 de abril, quando foi flagrado recebendo propina de uma construtora
Reprodução
O prefeito de Rondolândia Agnaldo Rodrigues (no detalhe)
JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

O desembargador federal Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), mandou soltar o prefeito de Rondolândia (1600 km de Cuiabá) Agnaldo Rodrigues de Carvalho.

Ele estava em uma unidade prisional de Ji-Paraná (Rondônia) desde o último dia 27 de abril, após ser flagrado recebendo propina de um representante da construtora Rondomaq Motterle, em frente à Prefeitura da cidade. 

A empresa é responsável pela execução de obras no valor de quase R$ 4 milhões no Município. Segundo as investigações, o prefeito exigia como propina 10% do montante dos pagamentos.

De acordo com a decisão, Agnaldo teve a liberdade concedida sob fiança e medida cautelares, que até o momento não foram informadas.

“A fiança deverá ser recolhida em até 72 horas a contar da data de expedição da respectiva ordem de soltura”, diz trecho da decisão.

Afastado do cargo

Em fevereiro deste ano, Agnaldo foi afastado da Prefeitura, além de ter R$ 100 mil bloqueados.  Recentemente, ele conseguiu uma liminar e conseguiu voltar ao cargo.

Agnaldo revelou que sofria pressão constante de vereadores da cidade para pagar o chamado "mensalinho" para não ter problema no legislativo.

Ao Ministério Público Estadual, ele disse ter cedido às pressões e pago o “mensalinho”. Segundo ele, os pagamentos não tinham data e nem valores certos, mas que sempre eram entre R$ 800 a R$ 1 mil.

“Fui cassado duas vezes. Na primeira fiquei por 30 dias em 2017. Da segunda vez, foi cinco meses. E quando isso aconteceu pela segunda vez, eu vi que não aguentava mais. Então eu fui ao MPE e falei sobre esses vereadores”, disse o prefeito em entrevista em fevereiro deste ano ao MidiaNews.


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